Domingo, 7 de junho de 2020 | 00:02

Editorial - 24/11/2016 | 05h52m

Dos tapinhas nas costas e dos diplomas

Há muito tempo venho analisando o desenrolar de muitas situações. Uma delas, que chama minha atenção refere-se aos “tapinhas nas costas” no ato de cumprimentar os demais usados pela classe política e o outro, entrega de diplomas e certificados, prática comum em Câmaras Municipais com extensa divulgação dos representantes do povo com uso de fotos nas redes sociais.

A prática vai muito além das aparências. O que se vive rotineiramente no país é uma sucessão de escândalos envolvendo muitos personagens da classe política com peso nas canetas em todos os PODERES soberanos da nação com exceção - até agora - de muitos integrantes do JUDICIÁRIO que, no ardor de fazer cumprir a LEI, não medem esforços documentais para “tentar” mostrar ao cidadão comum, que nem tudo está perdido!

No cotidiano, a burocracia ainda caminha a passos de tartaruga, fazendo com que representantes do povo manipulem verbas a nível federal, estadual e municipal sem que muitas vezes, o principal alvo seja atingido, completando o círculo vicioso da corrupção, que acena com várias facilidades para muitos comprometidos com o sistema do CARGO e do PODER.

Violentamente agredido, o menos culto torna-se vítima da situação, acompanhando todo tipo de escolhido assumir funções nas prefeituras durante mandatos, Câmaras Municipais e órgãos públicos ganhando sabe-se lá para qual finalidade, horário de trabalho, capacidade ou competência.

A rotina da cultura do Brasil está enraizada nas esferas públicas decanas e muitas decadentes, expostas pela mídia da forma mais realista possível, colocando à mostra o que se esconde atrás dos tradicionais tapinhas nas costas e solenidades de entregas de diplomas e certificados.

O que se vê na sociedade e de investimentos públicos não condiz com o que tentam mostrar tão pouco passar adiante. Buscam-se CARGOS e PODER. Subtraem capacidade e competência. Multiplicam patrimônios às custas da maioria e benefício de uma minoria.

Assim, não dá!

Eliete Fonseca
Jornalista Profissional – Registro MTb. 18.902