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Editorial - 21/09/2017 | 12h10m

Taxa de iluminação pública

Nos últimos dias, o município de Barra Mansa (RJ) convive com um assunto conflitante: a cobrança da taxa de iluminação pública, projeto de lei enviado à Câmara Municipal pelo prefeito Rodrigo Drable (PMDB), levado para votação na sessão de terça-feira, 19 de setembro, para 19 vereadores e imediatamente “esquecido” da pauta do dia sob pressão de poucos representantes de algumas instituições barramansenses.

A divulgação da iniciativa do prefeito tinha, que ser mais esclarecida. Informações como “o que é o projeto, para que serve, quem pagará a conta, como a conta será paga, que dia do mês a conta será cobrada, por quanto tempo a conta será cobrada, como é a iluminação atualmente e infinidades de dúvidas tinham e deviam ser levadas ao público, não somente formado por empresários, representantes de instituições (diga-se de passagem, os mesmos cidadãos e cidadãs de sempre com as mesmas instituições de sempre!) e (com os mesmos anseios de pessoas ligadas às políticas partidárias de sempre!), mas de forma mais grandiosa, os trabalhadores comuns de fato.

Desde que me entendo por “gente”, vota-se lei “contra” o direito do servidor público há décadas, que nem o próprio tem conhecimento da subtração em seu Direito Trabalhista e até constitucional!

Poder Executivo e Legislativo são cabides de emprego para as mesmas famílias e políticos com seus afilhados de campanha, parentes, simpatizantes do eleito em mandato e uma quantidade inimaginável de “funcionários” – muitos ou a maior parte – sem qualificação profissional alguma tão pouco graduação a nível educacional que seja, mas nas tetas da farta folha de pagamento dos citados órgãos “ditos” públicos e também de terceirizadas e contratadas com ênfase aqui para os setores da SAÚDE e EDUCAÇÃO!

Na prática, nada é fiscalizado e por ninguém! Cada um que se levanta, quer tirar mais proveito do erário nos discursos dos vereadores (todos), secretários (todos), assessores (todos), prefeito e os mais chegados comissionados e afins com as mesmas vogais e consoantes: “BARRA MANSA NÃO TEM DINHEIRO PARA MANTER A ADMINISTRAÇÃO.”

Nos setores públicos, quando o hábito de visita é rotineiro, o que mais se enxerga são parentes dos mesmos políticos com salários muito mais altos, que dos servidores de carreira da ativa e inativa.

Leis feitas, votadas e aprovadas sabe-se por qual razão e motivo às custas de milhões de verbas “públicas”, que tornam um eleito com patrimônio bem acima do que era antes do mandato.

Na mesma leva, meios de comunicação - a maioria - , cujos representantes nada escrevem tão pouco graduação têm ou se tem, não a praticam nem a lugar algum estão presentes de corpo tão pouco de alma, recebem verbas de mandato inteiro por anos afins para divulgar o que os mesmos políticos enviam, falam e mandam, totalizando um quartel de “ditadura”, onde muitos são os “excluídos” com a máxima e cruel pena como sentença.

Enfim, prefeito Rodrigo Drable (PMDB) e os seus, não adianta administrar “política, políticos e cidade” sem abrir o vocabulário para mais de 150 mil pessoas.

Embora os grupos e as representações sejam sempre as mesmas, o mundo online mudou a configuração dos acontecimentos com nova roupagem, que digam alguns juízes e o Ministério Público com algumas brilhantes e capacitadas cabeças com grau de instrução compatível ao cargo.

Fase de enganação mudando de estágio, porque assim, não dá!

Eliete Fonseca
Jornalista Profissional
Registro no Ministério do Trabalho nº 18.902