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Editorial
Segurança nas escolas de Barra Mansa
Publicado em 22/09/2017 | 07h56m
 

Infelizmente, o quadro envolvendo o ato de aprendizagem dos alunos na rede pública do município está muito aquém do esperado pelas autoridades com grande divulgação em algumas mídias e internet (redes sociais).

Com quase 27 anos ininterruptos na regência, até o momento, “nunca” recebi visita de vereador ou prefeito ou vice-prefeito (a), representantes do Conselho Tutelar, polícia civil, delegado ou Ministério Público numa sala de aula para acompanhar os fatos como na realidade são.

Aliás, a figura do professor/regente na esfera da Educação municipal é meramente “ilustrativa” a começar pela valorização, que na prática, não existe e a prova maior está em leis votadas por vereadores e projetos assinados por prefeito para que tenha aprovação imediata na Câmara Municipal sem o “Direito” validado na prática.

A iniciativa da sétima reunião do Conselho Comunitário de Segurança Escolar ocorrida na manhã de quarta-feira, 20 de setembro, nas instalações do Colégio Estadual Barão de Aiuruoca refere-se a um episódio, que mostra o que está bem longe dos fatos.

Fácil uma autoridade do meio político, seja representante do Executivo ou da Câmara Municipal, divulgar o que não está presente para agir tão pouco para solucionar, que são os atritos causados por alunos muito conscientes de suas ações num ambiente restrito como o da sala de aula, onde profissionais, que se formaram tecnicamente para o exercício da profissão e da mesma sobreviver com dignidade serem alvos de todo tipo de ataque verbal e físico, ficando outras tantas vezes, esses mesmos profissionais, “expostos” ao ostracismo de serviço educacional da unidade escolar, SME, vereadores, prefeito e em muitos casos, diretores e seus adjuntos.

A situação é gravíssima e praticada a cada minuto na rotina das escolas. Diante da anormalidade, Ronda Escolar, da Guarda Municipal e policiais militares são acionados com freqüência, na tentativa de buscar uma solução pacífica para as ocorrências, que infelizmente, transformaram e continuam de forma mais agressiva, vitimando a qualidade da Educação municipal de Barra Mansa, fazendo do quadro que se divulga pelas autoridades, o avesso do que de fato se vivencia sem maiores discursos políticos distantes da regência.

Na atual gestão do prefeito Rodrigo Drable (PMDB), a questão “segurança nas escolas” tem que avançar na prática, faltando muito para essa realidade, expressa por enquanto em documentos, fotos e registros para a imprensa “parceira” do governo municipal, noticiar.

Principais envolvidos nas questões: ALUNOS e SEUS RESPONSÁVEIS tinham que presenciar autoridades do Conselho Comunitário de Segurança Escolar e também do Ministério Público em suas respectivas explanações.

Há uma inversão de valores, porque “regentes” são profissionais capacitados para transmitir conhecimentos sobre matérias específicas, enquanto comportamentos inadequados de alunos, disciplina, cumprimento de horário, agressão física e verbal, uso de drogas e todo ato ilícito está diretamente ligado à sua formação familiar, configurando na prática, um “vespeiro” que ninguém até o momento teve ou tem capacidade e competência para administrar no cargo, que ora ocupa.

Faz-se uma reunião, onde os “principais atores (responsáveis e alunos) envolvidos no problema” não participam, não são envolvidos nem convidados para a agenda.

Está difícil e complicado.
Assim, não dá!

Eliete Fonseca
Jornalista Profissional
Registro no Ministério do Trabalho nº 18.902

 
 
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