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Sul Fluminense
Angra dos Reis na história da cultura africana
Publicado em 13/11/2017 | 06h11m
 

Angra dos Reis
A exposição “A Corte Negra de São Benedito” retrata aspectos religiosos de escravos angrenses que eram proibidos de freqüentar as mesmas igrejas que os brancos no século XIX. A iniciativa é da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e da Secretaria de Cultura e Patrimônio, em homenagem ao mês da Cultura e da Consciência Negra. A apresentação vai até dia 26 de novembro, na Casa Larangeiras. A mostra acontece de terça a sexta-feira, de 10 às 18h, aos sábados e domingos, de 10 às 14h.

Trajes de reis e rainhas negras, coroas, objetos de tortura e documentos manuscritos ajudam o público a entender como era a vida há dois séculos. Todos esses artigos históricos pertencem a antiga Paróquia de Freguesia de Santana, da Ilha Grande, que está sob a guarda do Museu de Arte Sacra.

“É uma mostra onde vamos falar da cultura negra através da devoção católica.” Explicou o diretor de patrimônio histórico, que ressalta a importância de saber que Angra dos Reis foi fundamental para a história do nosso país “Angra é Brasil”.

Os grupos de escravos católicos eram chamados de Irmandades de Negros, surgiram na Europa e se propagaram pelo continente americano. As primeiras vilas de devoção a santos negros foram difundidas em Angra dos Reis e esta tradição ainda é observada em igrejas como Nossa Senhora do Rosário, em Mambucaba, e Igreja Matriz e Convento São Bernardino de Sena, no Centro. No Convento, inclusive, foi fundada a Irmandade de São Benedito que conserva a tradição da cultura africana.

Foto: SC/PMAR

 
 
 
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