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Matérias - 06/08/2018 | 14h49m

Investimentos fecham 2º trimestre com queda de 0,9%

Agência Brasil

A capacidade produtiva das empresas teve forte reação em junho e recuperou grande parte da queda ocorrida em maio em razão da paralisação dos caminhoneiros, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta alta de 9,4% em junho em relação a maio de 2018, na série com ajuste sazonal. Em abril, havia sido registrada queda de 10,4%.

Apesar disso, o indicador de investimentos encerra o segundo trimestre com variação negativa de 0,9% sobre o trimestre anterior, também na série ajustada sazonalmente.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador atingiu patamar 5,9% superior ao de junho de 2017.

Por sua vez, na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2017, o investimento registrou expansão de 5,1%. Com isso, o crescimento no resultado acumulado em 12 meses ficou em 2,9%.

Segundo o Ipea, na comparação com ajuste sazonal, o Consumo Aparente de Máquinas e Equipamentos (Came), cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações e acrescida das importações, apresentou forte crescimento, com avanço de 20% em junho.

Com isso, o resultado do segundo trimestre ficou positivo em 2,3%. Entre os componentes do Came, a produção interna de bens de capital líquida de exportações cresceu 16,8% e a importação de bens de capital avançou 15,2% na margem.

 

Construção civil

O indicador de construção civil também recuperou boa parte das perdas ocorridas em maio, apresentando crescimento de 9,7% na série dessazonalizada. Ainda assim, o setor encerrou o segundo trimestre de 2018 com retração de 3,4% ante o trimestre anterior.

Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, permaneceu estável na passagem de maio para junho.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os resultados foram heterogêneos, segundo análise do Ipea. O destaque voltou a ser o Came, que encerrou o segundo trimestre com alta de 17,2%, após novo avanço em junho.

A construção civil foi o único componente a registrar queda na comparação interanual, ficando 0,7% abaixo do patamar verificado no segundo trimestre de 2017.