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Editorial
A quem o voto interessa?
Publicado em 10/10/2018 | 13h49m
 

Em recente entrevista à imprensa, o candidato ao segundo turno da eleição 2018, Jair Bolsonaro (PSL) disse que não pretende fazer “acordos políticos” para ter o direito de indicar para os Ministérios, caso seja eleito dia 28 de outubro, pessoas de sua absoluta confiança e capacidade administrativa.

Saindo da esfera nacional para a municipal, especificamente Barra Mansa (RJ), melhor análise se tem quando a pergunta gira em torno do tópico “a quem o voto interessa”?

Temas tão discutidos como “Saúde” e “Educação” são responsáveis por milhões de verbas solicitadas por políticos das esferas federal, estadual e municipal.

Para uma campanha ser projetada, tem que ter dinheiro. De qual origem? Dos setores privados que, ao serem acionados para reuniões de campanha, trabalham na base do “toma lá, da cá”. O candidato acaba nos primeiros segundos de sua investida, comprometendo-se com todo tipo de acordo para ficar, se eleito, nas mãos de quem o ajudou a chegar ao mandato e se não corresponder ao esperado, acaba ali mesmo seu objetivo principal e vira carta fora do baralho “para sempre”.

Historiadores que se dedicam anos à busca de verdades sobre os fatos sociais que embalam o Brasil sempre afirmam a podridão que gira em torno de uma campanha (antes, durante e depois) de sua consolidação.

Dessa forma, o voto assemelha-se a doce nas comemorações do mês de setembro à exceção do período. Os mais simples e sem instrução da verdade, aceitam as enganações acerca da melhoria na Saúde e Educação públicas, no Meio Ambiente, na administração dos órgãos públicos, etc e etc. Quando a eleição termina, os cargos são distribuídos, as verbas são direcionadas e o principal interessado nas benfeitorias, o eleitor cidadão, fica de fora, fica à margem de 48 meses, assistindo nos meios de comunicação “contratados” pelos grupos que comandam o “Poder”, enxurrada de programação sobre violência urbana, sexo, seriados e novelas importadas com foco na violência humana e toda grade de programas sem fundamento nem instrução a nível de conhecimento algum para formação de um cidadão esclarecido e consciente do mundo que realmente o cerca.

A quem o voto interessa? Às instituições sociais que apoiam candidatos com verbas para a campanha; a empresários que fazem a mesma coisa; à pregadores que usam a religião para iludir os mais humildes com discursos ilusórios e enganadores.

Na prática, falta leitura ao brasileiro. Enquanto colégios públicos são tidos como massa falida por estudiosos no assunto e a “saúde” acompanha o mesmo roteiro, poucos sobrevivem à fartura do dinheiro público e assim continuarão, porque assim o Brasil tem sua história e assim continuará tendo para manutenção da classe política que, após eleita, não enxerga o povo, mas aquele que o beneficiou na forte corrida do “toma lá, dá cá”.

E quem quiser, que conte outra.

Eliete Fonseca
Jornalista – Reg. MTE. 18.902

 
 
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