Terça-feira, 19 de março de 2019 | 02:30

Editorial - 29/12/2018 | 10h46m

Traçado do prefeito

Acompanhei como jornalista profissional durante muitos anos, a abertura que diversas Associações de Moradores tiveram na prefeitura municipal de Barra Mansa (RJ), cidade onde nasci e moro até os dias atuais, quando as mesmas solicitavam melhorias para as suas comunidades.

O acesso ao prefeito era direto e a burocracia não morava no caminho! Quantas fotos registrei!? Quantos eventos recebia convite oficial para mostrar ao público, o que acontecia com a presença do prefeito, vereadores e representantes de bairros!?

Foram prefeitos que abriram espaço, o saudoso Luiz Amaral (PSDB) e os presentes Ismael de Souza (PDT), Roosevelt Brasil (PMDB) e José Renato (PMDB). O mesmo perfil não achei na administração do prefeito Jonas Marins (PCdoB) nem no atual, Rodrigo Drable (MDB). Aliás, sempre registro para o mesmo, que aqui, em sua administração, “a Imprensa é escolhida a dedo”, mantendo sempre, o vínculo de pagamento “oficial ou oficioso” com as mesmas pessoas que, mesmo não exercendo graduadamente a função de Jornalista são vitalícias no recebimento mensal de verba e o pior, quando tive a oportunidade da minha empresa cobrir contratada eventos da prefeitura, vi centenas de vezes, que “em nenhum fato”, essas pessoas estavam ali fazendo o trabalho jornalístico, que ganhavam no final do mês para cobrir, aliás, para publicar ou noticiar o que já recebiam “pronto”. Recebiam a matéria e as fotos que a assessoria de Comunicação da prefeitura mandava e manda para divulgar e a mesma rotina é praticada pela Câmara Municipal. Diante desses olhos, que ali estava, passei a não aceitar e a criticar tais fatos e seu pagamento.

Nos últimos 24 meses, na gestão do prefeito Rodrigo Drable (MDB), Associações de Moradores não têm espaço como tiveram nos governos dos ex-prefeitos Roosevelt Brasil (PMDB) e José Renato (PMDB). Confesso que, como jornalista profissional, tentei marcar agenda e “fui cortada” no primeiro ano de governo, em 2017 passando a observar como era o tratamento do chefe do Executivo que posta vídeo nas redes sociais, escolhe sua mídia, seu grupo fechado e também do mesmo se afasta com tratamento ríspido, certeiro, curto e grosso sem maiores rodeios.

O certo é que Barra Mansa não teve sorte nos últimos 6 anos de Executivo e o morador paga por isso e a Associação de Moradores paga por isso e as instituições TAMBÉM pagam por isso e eu como jornalista profissional há quase 30 anos, continuo pagando por isso.

No meio político, que se aproxima da cidade, acompanho reuniões e o cenário anuncia mudança. O que temos de CERTEZA é que o que “não deu certo” será trocado.

Vivemos o momento da “agulha no palheiro”. Difícil e complicado é passar um tsunami na política de Barra Mansa com sua imprensa escolhida a dedo, onde sempre os mesmos levam sem a lugar algum marcar presença. Fácil demais. Difícil mesmo será encontrar candidatos à Câmara Municipal e ao Executivo que pensem em ENTRAR de cabeça erguida e deixar o mandato na linha da régua. Acredito que o “impossível” não existe e que vale a pena “calçar o pé” e tentar achar uma solução para abater o fracasso que marca os dois principais PODERES de verbas altas de Barra Mansa, porque as Associações de Moradores merecem ter seu contexto ao lado do Executivo, Legislativo e da Imprensa também. Aliás, as INSTITUIÇÕES também merecem RESPEITO. Os jovens merecem um futuro melhor, longe do que aqui se implantou e vive às fartas!

2019 anuncia busca por novos nomes e honestos perfis.

Eleição de 2020 chegando, “calçando os pés” devagar, brindo aos jovens indefesos, levando esperança às Associações de Moradores, porque JUNTOS, “calçando nossos pés”, temos pela frente, um grande dever de casa a cumprir.

Chega.

Basta.

Que venha 2019 e 2020 de fato e de DIREITO.

Eliete Fonseca
Jornalista Profissional
Registro MTE 18.902/RJ