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Editorial - 14/01/2019 | 08h28m

Barra Mansa de 2013 a 2020

Segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no site oficial, o município de Barra Mansa (RJ), no censo de 2010, teve registro de 177.813 pessoas. Em 2018, a população estimada foi de 183.976.

Os dados acima coletados trazem à realidade que, quando se pisa nas ruas da cidade, bairros periféricos ou distritos, o que se tem é o abandono da “coisa pública” com o governo do prefeito Rodrigo Drable (MDB) e o Legislativo com 19 vereadores e dezenas de assessores ganhando mensalmente para ali servir por 48 meses interesses que não da população em sua maioria, cujo censo registrou em 2010 e 2018.

A nível de instituições, o que se tem é o “silêncio” com o “comodismo” misturado. Trocam-se favores, elogios e mídia, acrescentando nada à rotina do cidadão comum distante do meio e os mais jovens, vítimas da tragédia que o município estampa e já tem anos.

Para chegar ao PODER, o MDB propagou que de 2013 a 2016, quando o governo municipal era chefiado pelo então prefeito Jonas Marins (PCdoB) e partidos de esquerda, a situação era terrível a ponto do cidadão ter que optar pela continuidade e piorar mais ainda de 2017 a 2020 ou trocar pelo MDB com seus apoiadores e ter tudo melhorado nos 4 anos.

Com a troca, o que se viu foi o CAOS absoluto, continuidade do que havia de 2013 a 2016. No item “educação pública municipal”, o quadro tomado por escolas de infra-estrutura abandonada, mobiliário sucateado, servidores sem aumento, pedindo nas redes sociais, datas de pagamento, reclamando de salários pagos com erros, humilhando mensalmente à busca do direito trabalhista de cada dia, negado nas vias de fato pelo governo municipal com conivência dos 19 vereadores de mandato. Se um deles “tentar” desviar a favor do cidadão, imediatamente perde o contato com o gabinete do prefeito, toda gama de secretariado e os seus.

A nível de Saúde, também nas redes sociais, o caos é generalizado. Milhões de verbas chegam, mas nada justifica seu emprego, porque transparência não há para prestar conta de cada centavo ali gasto. Cirurgias não autorizadas, falta de médicos qualificados, falta de medicamentos e servidores sem aumento salarial há anos.

No item “obras” para ter a troca de uma lâmpada num poste público, o cidadão tem que se humilhar, ligar centenas de vezes para a SUSESP (Superintendência de Obras e Serviços Públicos) ou ir ao local dezenas de vezes e passar por todo tipo de cena sem que o pedido seja atendido, o que não acontece quando o mesmo é feito por vereadores da base do prefeito, empresários apoiadores e algumas instituições religiosas ou não da base do prefeito do MDB ou dos vereadores de apoio.

Na folha de pagamento, no Portal Transparência, o que se verifica são ex-vereadores lotados nos cargos públicos desde o primeiro dia de governo. Aliás, cargos também se avolumam na chefia do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) num amontoado das mesmas figuras que sempre estiveram às custas do Poder Político da cidade para se manter firme na demanda contra aqueles que não pactuam com todo tipo de podridão ali praticada durante 4 anos do mandato.

A nível de Serviço Social da prefeitura, o que se tem nas ruas centrais é o acúmulo de pessoas sem assistência alguma. São embriagados, drogados e toda gama de vítima do sistema inoperante, também com lista significativa de afilhados na folha mensal de pagamento não justificando o que se tem nas ruas e tantas denúncias do cidadão, que passa pelas ruas transversais da Câmara Municipal e centrais do comércio varejista.

Se o leitor não conhece a realidade do município, outra prática aqui é tida como padrão: famílias tradicionais comandam Prefeitura e Câmara Municipal há décadas com algumas instituições padrão, fazendo com que cada esquina destruída da cidade, nada valha para o vislumbre do operário trabalhador e os seus, sequer para os mais jovens, vítima da ineficiência do sistema educacional municipal e da precariedade que se estabeleceu e continua nos poderes públicos vigentes.

2020 tem eleição municipal.

Barra Mansa tem que ter troca como ocorreu a nível nacional.

Vivemos o caos, a fatalidade.

Lastimo pelos mais jovens e os seus. Fato.

 

Eliete Fonseca
Jornalista Profissional
Registro 18.902/RJ