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Editorial - 08/03/2019 | 15h41m

Feminicídio

A exposição do número de feminicídio, ocorrência que tem a mulher como vítima de assassinato ou maus tratos originada por um homem tem crescido na sociedade e o termo vem sofrendo a generalização e a banalidade em ordem crescente no Brasil a ponto de chamar a atenção de pesquisadores sobre o assunto, valendo a partir daí, uma série de indagações para análise restrita ou ampla do item estudado.

O fato é que também o homem tem seu contexto social, intelectual e financeiro alterado com a velocidade que a mulher ocupa no cenário nacional e mundial.

Sobreviver a um fator em rápida aceleração como a exposição da mulher heroica não teve o mesmo acompanhamento que a evolução do papel que o homem desempenha na esfera social. Talvez por isso e outros motivos, a imagem do homem ficou em segundo plano e da mulher, digamos, a quilômetros de distância, assumiu o comando da situação.

Perder o posto de comando e não ter argumentos para justificar o degrau decadente faz com que muitos homens passem a agir conforme decisão própria. Uns preferem assumir a solidão, outros, a vingança e os mais ousados, a matança que perder para aquela que um dia foi cantada como “mulher do sexo frágil”.

Mudar o comando ganhou tanta expressão social e midiática, que o sistema jurídico assumiu seu papel na história, onde leis são feitas para proteger as mulheres vítimas dos homens, procurando resguardar seu Direito à vida, à liberdade de expressão, ao convívio social e entre os seus.

Os tempos mudaram e a adequação às regras levará quem cometeu e quem infringe a lei, às consequência do fato, independente do grau de parentesco ou afetividade.

Eliete Fonseca
Jornalista Profissional
Registro 18.902/RJ