Sexta-feira, 26 de abril de 2019 | 01:05

Matérias - 15/04/2019 | 06h45m

Quatis recolhe 500 quilos de lixo hospitalar

Quatis
Dos cerca de 500 quilos de resíduos hospitalares recolhidos todo mês pela prefeitura, apenas 30% vem dos imóveis residenciais e comerciais, sendo que os 70% restantes são provenientes das unidades médicas da Secretaria Municipal de Saúde e do Hospital São Lucas, instituição filantrópica responsável pelo atendimento de emergência, através de um convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde).

O índice menor de materiais encaminhados por moradias e unidades comerciais levou a Secretaria de Meio Ambiente do município iniciar uma campanha educativa com objetivo de conscientizar a população a respeito da importância do descarte correto destes materiais.

No município, a coleta de lixo hospitalar acontece duas vezes por semana, de 8 às 17 horas, sob a responsabilidade da Servioeste Rio de Janeiro Ltda, empresa contratada pela prefeitura para realização deste serviço. Na terça-feira, o recolhimento é feito nas seguintes unidades médicas: Clínica da Família; postos de saúde dos bairros Mirandópolis, Jardim Independência e Jardim Pollastri; Casa da Criança, e Centro Odontológico.

Quinta-feira, a coleta acontece na Policlínica, Casa da Mulher, Serviço de Vigilância Sanitária e Ambiental do município; unidade básica de saúde de São Joaquim e unidade básica de Falcão. No Hospital São Lucas, que não funciona como um ponto receptor dos materiais, ao contrário das unidades médicas da prefeitura, os resíduos hospitalares são recolhidos às terças e quintas-feiras.

- O nosso chamado é para que os moradores não deixem resíduos de saúde armazenados em seus imóveis e não os misture com o lixo comum. O lixo hospitalar deve ser levado para qualquer uma das unidades médicas da prefeitura, em qualquer dia útil da semana, sendo depositado em recipientes próprios destinados a este tipo de material. Adotado esse procedimento, todos os resíduos serão recolhidos pela empresa encarregada - destacou o diretor do Departamento de Licenciamento, Fiscalização e Controle da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Jailson Batista.  

Segundo as instituições especializadas, das 150 mil toneladas de lixo urbano recolhidas diariamente no Brasil, de dois a três por cento desta quantidade correspondem aos resíduos da área de saúde. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declara que 15% do lixo hospitalar são considerados “altamente perigoso por conter teor tóxico, infeccioso ou radioativo”.

O descarte incorreto dos resíduos de saúde, principalmente medicamentos vencidos, seringas, agulhas, giletes e ampolas de injeções, contamina os mananciais e as áreas com vegetação na cidade, afetando diretamente a preservação do meio ambiente, além de causar problemas para a saúde das pessoas. O contato com qualquer tipo de lixo hospitalar ou elemento da natureza contaminado pelos resíduos pode ocasionar doenças, através da transmissão de vírus, entre elas, a hepatite. Após ser coletado em Quatis, este tipo de lixo passa por um processo de descontaminação e posteriormente é descartado no Centro de Tratamento de Resíduos de Barra Mansa.

Foto: PMQ