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Editorial - 31/07/2019 | 18h26m

Peso de uma eleição

Em 2020, o Brasil passará por uma eleição municipal. Naturalmente, os últimos segundos são validados por um juiz eleitoral que, diante de documentos, confere a um candidato, o título de ELEITO por quatro anos consecutivos a contar de 1º de janeiro do próximo ano.

No país, a tradição não deixa dúvidas: todo provável candidato e seu grupo, quando não estão no Poder por indicação política, buscam difamar por todos os meios prováveis, quem está com o Poder nas mãos e no caso exato: vereador e assessores; prefeito, vice, secretários e todo tipo de cargo que valha o crivo de uma indicação política.

O que o cidadão comum deixa passar despercebido é justamente o PESO que um título de ELEITO confere ao político, que pouco se importa com as acusações, que as redes sociais conferem a seu nome, porque seu ganho no cargo, dos seus indicados e patrimônio acumulativo na função de político, nada altera com o linguajar ou pensamento daqueles, que querem ocupar seu posto.

Assim em Barra Mansa (RJ), especificamente, segue o curso o pleito eleitoral de 2016, quando o então candidato do MDB, Rodrigo Drable deixou dois mandatos consecutivos de vereador e passou a ocupar seu cargo de prefeito, mas sozinho não entrou. Chegou com empresários, que indicaram seu nome e apostaram recursos para que ocupasse a cadeira principal do Executivo à busca daquele famoso “toma lá, dá cá”, ou seja, o Poder sempre serve o Poder. Quem observa, fica somente na observação por 48 meses, mas nada. Não adianta reclamar, xingar, jogar termos negativos nas costas dos 19 vereadores, prefeito e todo seu mundo político, empresarial e afins, porque têm na mão, o documento validado por um juiz eleitoral para comandar o cargo, o que termina dia 31 de dezembro de 2020.

E mais, os mesmos buscam o próximo mandato para continuarem com as fartas verbas públicas nas mãos, os milhares de cargos públicos nas mãos e todo tipo de facilidade, que o Poder Público confere a um eleito e os “seus privilegiados escolhidos a dedo”, por isso cheguei à conclusão: título de eleitor é para quem o utiliza.

Eliete Fonseca
Jornalista Profissional
Registro 18.902/RJ