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Editorial - 22/10/2019 | 06h57m

Barra Mansa e sua “cultura”

O município de Barra Mansa, localizado na Região Sul Fluminense do Estado do Rio de Janeiro tem causado muitas surpresas nos últimos anos e meses. A afirmação tem base em interpretações de termos e fatos provenientes de várias pessoas das esferas consideradas do Poder e além do mesmo.

Recentemente fui a um evento. Convidada, usei minha lente biológica para captar os detalhes da festa. No final das homenagens, o representante do Supermercado Royal, com o microfone na mão e em bom som pronunciou: “Nossa loja do Jardim Boa Vista é a maior do Estado do Rio. Temos também outras unidades em Volta Redonda. Barra Mansa tem uma cultura muito diferente de Volta Redonda. Barra Mansa tem uma cultura muito diferente de Volta Redonda”.

O termo “cultura” soou como os fatos aqui na verdade acontecem e sempre foram registrados. Ao que chamou de “cultura”, chamo de “má fé”, “má índole”, “falta de caráter”, “falta de personalidade”, “falsidade”, “privação do direito de defesa”, “amoral”, “falso moralismo”, “formação de cartel”, “má administração do dinheiro público”, “jogo de interesse”, “formação de panelinhas”, “condução da política e todo seu ordenamento centenário nas mãos dos mesmos nomes”, “discursos políticos validando o ensino público (na prática, oferecido aos mais ingênuos da pior qualidade), quando os filhos são matriculados nos melhores colégios particulares e pagos com dinheiro público e “ordenamento político que não presta conta das verbas, ficando as mesmas sob controle e uso (em sua grande parte) para empoderamento e enriquecimento de grupos e dos seus apadrinhados.

Os itens acima fazem com que Barra Mansa tenha longe da mesma, a afirmação aqui citada por um empresário, que lugares longe daqui conhece e aqui teve a “coragem e simplicidade” de pronunciar e com o microfone na mão, no momento em que ao palco foi chamado pelos donos da festa para ser homenageado.

Diante do mesmo fato, percebi que o dito poder governamental que assumiu o município por 48 meses, mereceu com os seus, a iniciativa do empresário da rede de supermercados Royal e foi numa festa de grupo fechado, que asfixia para melhorar a economia da cidade, falida, desmotivada, que vive a sugar, segundo também falado ao microfone por uma pessoa que faz parte do grupo da festa, “representação dos 3 Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Diante do que sempre vivi e onde estou, observando com olho biológico e de lupa “tudo isso” e seus personagens, lanço mão do meu currículo “estudado” e “honesto”, para soltar aos quatro ventos, o que sempre tenho falado com pessoas mais próximas: “Lamento profundamente pelos mais jovens e humildes, porque são cordeiros cegos nas pegadas de lobos algozes, sempre usando os órgãos públicos para deles banharem e os seus e também as “instituições e muitas, aliás”.

Aquele empresário, que “honestamente” sentiu como Barra Mansa é e funciona e ao ser homenageado soltou “sua pérola”, finalizo assim: “Nasci da barriga da minha mãe, mulher que trabalhou horrores para criar cinco filhos, nascidos de parto normal, que passou as piores dificuldades, humilhações, depreciações, diminuições, mas que tinha sempre o bom humor e o sorriso à mostra na simplicidade da goteira da chuva sobre o telhado velho e quebrado; que de madrugada levantava para desfazer 60 quilos de coco diariamente, além de quilos de bala de coco e no final do dia, trazia para casa, arroz, feijão e ovo para o alimento do dia seguinte. Sobre “política”, dizia o que seu pai havia passado nas mãos de pessoas de péssima conduta, lobos famintos que se disfarçavam de cordeiros e para mim dizia: “Fuja dessa gente.” Confesso, que todas as vezes que tentei unir para o BEM, virei cordeiro, por isso faço esse Editorial, parabenizando Leandro, representante do Supermercado Royal pela franqueza, simplicidade e honestidade no uso das palavras e por fim, “lamento pelos mais jovens”.

Eliete Fonseca
Jornalista Profissional – Registro 18.902/RJ