Terça-feira, 22 de setembro de 2020 | 11:29

Matérias - 06/08/2020 | 16h41m

Campanha contra Hanseníase investe em informação

Angra dos Reis
Instituído em 2014 pela Gerência Estadual de Dermatologia, da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase vem lembrar que a hanseníase é um grave problema de saúde pública em todo Brasil devido ao alto poder incapacitante. Por conta disso, o tema da campanha neste ano é “Informação é fundamental no combate à doença”.

No estado do Rio muitos ainda são diagnosticados apenas em estágio avançado, o que gera grande impacto na vida do paciente. Logo, o diagnóstico precoce é de suma importância, principalmente no que diz respeito a evitar as incapacidades que podem ser geradas pela doença.

A informação é a principal aliada na detecção precoce da hanseníase. É fundamental que os profissionais e a população estejam atentos às principais manifestações da doença, que ocorre em qualquer faixa etária ou classe social e se manifesta por meio de manchas esbranquiçadas e avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo que afetam a sensibilidade ao calor, a dor e ao toque da pele.

Qualquer tipo de mancha dormente deve ser analisada como suspeita de hanseníase. Ações de informação à população quanto à identificação dos sintomas da doença, para conduzir ao diagnóstico e ao tratamento precoce, estão sendo intensificadas neste mês.

Ao fazer o autoexame, colocando-se em frente ao espelho, procure por: uma ou mais manchas - ao encontrar, verifique se coça, dói e qual a cor dela; áreas com diminuição dos pelos e do suor; caroços e inchaços, em alguns casos avermelhados e doloridos; diminuição da sensibilidade e/ou força muscular de olhos, mãos e pés.

Ao identificar qualquer um desses sinais, procure a sua unidade de saúde de referência no município (ESF). A transmissão se dá através de uma pessoa doente sem tratamento, pelas vias aéreas superiores (tosse e espirro). Vale ressaltar que ela não é transmitida por abraço, aperto e mão ou carinho.

O tratamento é feito por via oral com uma associação de medicamentos seguros e eficazes, disponibilizados gratuitamente nas unidades de saúde. Pode durar de seis meses a um ano.

Todas as pessoas que convivem ou conviveram com quem recebeu o diagnóstico de hanseníase devem ser examinadas nos serviços de saúde pelo período de cinco anos.

Em setembro de 2019 foi realizada uma grande mobilização no município com o Projeto RODAHANS. Vários profissionais da atenção primária, de diversas categorias, foram capacitados para diagnosticar e também tratar a doença. Em Angra, existe o Programa de Controle da Hanseníase, que funciona no Cem Centro.