Terça-feira, 22 de setembro de 2020 | 10:55

Matérias - 25/08/2020 | 10h17m

Moradores de área de risco no São Sebastião têm reunião na prefeitura

Volta Redonda
Moradores do bairro São Sebastião foram recebidos na tarde de segunda-feira, 24, na prefeitura para discutir as ações do governo municipal em relação aos 20 imóveis que se encontram em situação de risco iminente, nas ruas 28 de Maio e da Conquista.

As residências foram interditadas no domingo, 23, pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) em cumprimento a ordem judicial determinando a desocupação imediata dos imóveis.

De acordo com a avaliação feita pelos técnicos, o talude de aproximadamente 70 metros de altura apresenta erosão, solo desagregado, degrau de abatimento, trincas e rachaduras no solo, que não tem cobertura vegetal, além de parte de uma canaleta de escoamento de águas pluviais danificada.

O coordenador de Defesa Civil, Leandro Rezende, explicou que os moradores se recusaram a deixar as residências e como o cenário é de alto risco, com a possibilidade de deslizamento de terra, a justiça determinou que a interdição fosse cumprida. “Nós informamos à Justiça, pois alguns moradores se recusavam a sair”, explicou.

O presidente da Associação de Moradores do bairro, André Luiz Cordeiro, e a vice-presidente, Silvia Roberta Campos Carius; e representantes dos moradores dos imóveis interditados foram recebidos por Leandro Rezende; e também pelo presidente do Furban (Fundo Comunitário de Volta Redonda), Davi Silva; e pela responsável pelo Departamento de Vigilância Sócio Assistencial da Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac), Aline Rodrigues. 

No encontro, o presidente do Furban explicou que na quarta-feira, 26, começa o trabalho de sondagem do terreno para definir o caminho a ser seguido para tirar o risco de deslizamento sobre os imóveis. “O primeiro passo foi conscientizar os moradores sobre o risco de deslizamento e a necessidade de deixar os imóveis para preservar vidas. Agora vamos esperar a sondagem para guiar a melhor forma de iniciar a retirada de terra, além de escavar uma trincheira atrás das casas para tentar garantir a segurança dos imóveis e permitir que a prefeitura solicite à Justiça para que os moradores retornem”, falou Davi, explicando que a sondagem também vai determinar o projeto definitivo que terá que ser licitado.  

Enquanto os moradores não podem retornar às residências, a prefeitura presta assistência através da Smac e também disponibilizou espaços públicos para abrigar a Igreja e o mercado que estão entre os imóveis interditados. Ede Santana, que tem comércio no local, estava com a esposa Ananda na reunião e conseguiu cessão de um terreno público para construir um galpão provisório para abrigar o mercado. “Não vou colocar minha família em risco, mas também preciso continuar trabalhando”, disse, agradecendo o espaço.

O pastor Fabiano Lourenço da Silva, pastor da Igreja Assembleia de Deus, fará os cultos, provisoriamente, no salão do CRAS (Centro de Referência à Assistência Social).