Terça-feira, 22 de setembro de 2020 | 10:47

Matérias - 29/08/2020 | 10h51m

A importância do aleitamento materno em tempos de pandemia

Angra dos Reis
Desde 2017, o mês de agosto é conhecido nacionalmente como o mês do aleitamento materno ou “Agosto Dourado”, já que a cor citada simboliza o padrão ouro de qualidade do leite humano, líquido essencial para a vida e o desenvolvimento do bebê.

É neste período que são promovidas ações de proteção e apoio ao aleitamento materno, empoderando famílias e incentivando a amamentação.

Neste ano, por conta da pandemia relacionada ao coronavírus, não foi possível realizar ações em público ou conjuntas no Hospital e Maternidade Codrato de Vilhena, por conta da transferência temporária deste para o Hospital Municipal da Japuíba, em virtude de o Centro de Referência Covid-19 estar funcionando no local. De qualquer forma, a relevância do tema continua sendo divulgada.

- A Área Técnica de Saúde da Criança, em nome da Secretaria de Saúde, segue ressaltando a importância do aleitamento materno durante os primeiros seis meses de vida exclusivamente e até dois anos, sendo complementado com outros nutrientes - explicou a médica pediatra da Área Técnica de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.

Em meio à pandemia de COVID-19, uma das grandes preocupações estava ligada à transmissão do vírus SARS-COV-2. Os estudos feitos em amostras de leite de mães que tiveram COVID-19 indicaram que o mesmo não é transmitido pela amamentação.

Logo, as mães podem e devem continuar amamentando mesmo estando com sintomas gripais - higienização das mãos com frequência, antes e depois da mamada, assim como o uso de máscara, é fundamental.

O tema da campanha nacional deste ano é “Apoie o aleitamento materno por um planeta saudável, de acordo com os objetivos sustentáveis do milênio da Organização das Nações Unidas”.

A ação evoca o triplo cuidado - cuidar em tempos de COVID- 19, cuidar do planeta e cuidar da comunicação -, já que o aleitamento materno é a base para a construção de um futuro saudável para a mãe, para o bebê e para o planeta.

O foco é justamente no planeta porque o leite materno é um alimento renovável, natural, que não traz custo ambiental e é ambientalmente seguro, não gerando impactos ambientais como os substitutos do leite materno, que são as fórmulas infantis, em decorrência do processo de industrialização.