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Editorial - 15/12/2020 | 09h57m

Política e seu funcionamento

Não entendo a lógica dos cálculos e documentos oficiais, que são enviados por uma prefeitura para validação de um técnico capacitado para a função, lotado em seu gabinete, no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Na contramão de qualificação, currículo e lógica das contas e seriedade de tamanha competência chegam vereadores para assumir o mandato de uma Câmara Municipal.

Dos 19 empossados são necessários 2/3 dos representantes do povo para que o prefeito continue no seu cargo e recebendo do mesmo para atender 99% do seu mandato aos interesses de empresários e algumas instituições pouquíssimas, que o apoiaram durante a campanha eleitoral. Nesse universo de 4 anos, o povo é esquecido em seus objetivos principais como investimento na Saúde, Educação, Meio Ambiente, Planejamento Urbano e Segurança Pública.

Ao verificar o site do Tribunal Eleitoral percebe-se, que muitos então candidatos, hoje eleitos, “nada” entendem nem tão pouco são capacitados a nível de currículo para assinar documentos oficiais de uma prefeitura e posteriormente enviados ao técnico do Tribunal de Contas do Estado para que o profissional aprove, com sua assinatura e matrícula, as contas do fechamento do Executivo no ano anterior.

O que se vive antes do período eleitoral jamais será a prática do toma lá dá cá praticado na roda política e o eleitor, que não se sente atraído por essa situação é a principal vítima, que ainda vota, se isola e atravessa a rua principal de Barra Mansa (RJ), a Joaquim Leite, evitando propaganda eleitoral e seus distribuidores, sendo o principal personagem da máquina de milhões e a única vítima da mesma por 4 anos.

Na realidade é o Brasil, que temos e com raríssimas exceções.

Eliete Fonseca
Jornalista profissional
Registro MTE 18.902/RJ