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Matérias - 23/11/2015 | 06h16m

Microcefalia pode se espalhar pelo país

Brasília

O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, destacou que "o cenário pode ser pior do que se imagina" em relação ao aumento de casos de recém-nascidos no Nordeste com microcefalia. A tendência, alerta, é que o surto se espalhe pelo país, se comprovada a relação da doença com o zika vírus, que circula em 14 Estados.

Maierovitch está à frente das investigações no Ministério da Saúde sobre o aumento de casos da doença, malformação do crânio que pode levar a sequelas.

"Estamos preocupados porque em Pernambuco podemos caracterizar uma epidemia e em outros Estados do Nordeste há uma tendência ascendente. É muito preocupante, porque parece algo que não atingiu o auge".

A Zika é a principal hipótese para doença, mas há outras possíveis, informou Maierovitch. Entre elas estão medicamentos, substâncias tóxicas e vários tipos de infecção. Estas, no entanto, teriam um comportamento diferente.

"A prioridade é estabelecer a causa da doença. Mas está em discussão um projeto que acompanharia gestantes com exames seriados, para estabelecer o vínculo com o zika e enxergar a evolução da doença", informou.