Matérias - 25/11/2015 | 08h45m
Alckmin pedirá liberação da fosfoetanolamina à Anvisa
São Paulo
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, solicitará à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação de uso da fosfoetanolamina, em regime compassivo, a pacientes com câncer. Isso significa que, se aceita, a substância poderá ser usada em pacientes que não apresentem melhora através de medicamentos autorizados.
A decisão ocorreu após audiência no Palácio dos Bandeirantes, que reuniu o pesquisador da substância, o professor aposentado Gilberto Chierice, do Instituto de QuÃmica da USP de São Carlos, e parlamentares.
“O governo de São Paulo também colocou à disposição do pesquisador toda estrutura do estado, como hospitais, institutos de pesquisa e o laboratório Furp (Fundação para o Remédio Popular), para ajudar na conclusão das etapas para aprovação final da substânciaâ€, divulgou em nota, a assessoria do governador.
A paciente Bernardete Cioffi, que tem um câncer metastático ósseo e utiliza a fostoetanolamina, participou também da audiência. Segundo ela, foi elaborado um plano de trabalho com três frentes de atuação. A primeira é o pedido de liberação para uso da fosfoetanolamina por pacientes cujo tratamento convencional não seja suficiente. A segunda é o inÃcio dos testes clÃnicos junto aos hospitais de referência do estado e por último, a busca por uma alternativa de produção em larga escala.
“A postura de Geraldo Alckmin traz para nós uma esperança concreta de solução para o atual impasse em que nos encontramosâ€, disse Bernardete. Através de redes sociais, a paciente havia declarado anteriormente que estava ciente dos possÃveis riscos do uso de uma droga não registrada. Porém, segundo ela, a decisão de usar a substância sem registro na Anvisa ocorreu por falta de opção de tratamento e de cura para o seu caso.
“Luto pela continuidade das pesquisas de maneira cientÃfica, séria e verdadeira, para que em cinco ou dez anos todas pessoas possam fazer uso digno da fosfoetanolamina sintética. Até lá, as pessoas que se dispuserem, assim como eu, a se submeter ao processo experimental, que o façam com sensatez e responsabilidadeâ€, escreveu em sua rede social.
Apesar da decisão do governador, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou, no dia
A fosfoetanolamina sintética foi estudada pelo professor Gilberto Orivaldo Chierice, hoje aposentado. Na época, ele ainda era ligado ao Grupo de QuÃmica AnalÃtica e Tecnologia de PolÃmeros da USP.