Matérias - 02/12/2015 | 06h50m
Marin pode voltar para prisão
Estados Unidos
O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, está correndo o risco de perder o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar. Marin está com dificuldades para levantar o valor necessário para o pagamento da fiança. Para tentar evitar o retorno do cartola à prisão, os advogados de Marin enviaram uma carta aos juÃzes americanos explicando da dificuldade de reunir o valor solicitado pela Justiça.
Os representantes do ex-presidente da CBF pedem que os magistrados aceitem um adiantamento do depósito. Indiciado por corrupção, José Maria Marin foi preso no dia 27 de maio, em Zurique, durante um evento da Fifa. No inÃcio de novembro, o cartola aceitou ser extraditado para os Estados Unidos e aceitou pagar uma fiança no valor de US$15 milhões para poder aguardar o julgamento em prisão domiciliar.
O juiz Raymond Dearie determinou que o brasileiro realizasse um pagamento no valor de US$1 milhão em espécie, e outros US$2 milhões em papéis de garantia de bancos, além de confiscar o apartamento de Marin.
Os valores deveriam estar depositados no dia 6 de novembro. Os documentos relativos ao apartamento do ex-cartola foram entregues no prazo, o grande problema seria em relação ao pagamento de US$ 1 milhão que deveria entrar na conta da Justiça na segunda-feira, 30.
Um dos advogados de Marin, Charles A. Stillman, garantiu que um cheque avaliado em US$769 mil seria depositado terça-feira, 1°. Numa súplica ao juizado norte americano, o advogado garantiu que seu cliente não está medindo esforços para conseguir realizar o depósito no valor acordado.