Matérias - 29/10/2015 | 21h48m
Assembléia do Sepe define paralisação dia 5
Barra Mansa
Servidores do municÃpio participaram de assembléia coordenada pelo colegiado do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação/Núcleo Barra Mansa (RJ) no final da tarde de quinta-feira, 29, no Palácio Barão de Guapi, Centro.
O encontro aconteceu em dois momentos. No primeiro, inscritos tiveram dois minutos para apresentar o quadro vivido nas unidades escolares municipais que, de acordo com a publicação datada de quinta-feira, 27 de agosto, em outubro seria realizada a eleição para o novo mandato das diretoras e adjuntos para o biênio 2016/2017.
“Essa decisão é fruto de várias reuniões do Sepe com a equipe do governo municipal e da Secretaria Municipal de Educação. É uma lei, que foi votada, aprovada pelos 19 vereadores e que o prefeito Jonas Marins (PCdoB) sancionou e descumpriu, atendendo pedido de um grupo formado por mais de 22 diretoras - das 59 da rede -, que desejam permanecer na função e descumprir a leiâ€, disseram membros do colegiado durante a assembléia.
Com apoio dos participantes, sindicalistas mostraram o quadro de assédio moral vivido por servidores. “Na verdade, desde fevereiro muitas diretoras fazem campanha. Denúncias chegam ao Sindicato alertando sobre as atitudesâ€, afirmaram.
Uma das propostas apresentadas pelo colegiado foi acionar o Ministério Público, denunciando diretoras e o governo municipal pelo descumprimento das leis 4467 e
- O governo municipal não cumpriu os aportes (aumento gradual nas folhas de pagamento dos servidores de setembro). Temos o exemplo da cidade de Volta Redonda, onde o PCCS foi aprovado e até agora, passados mais de 20 anos, não foi colocado em prática. Barra Mansa não deixará isso acontecer. Vamos para as ruas. Vamos denunciar o não cumprimento do TAC (Termo de Ajuste de Conduta) ao Ministério Público. Não permitiremos eleições em 2016. Está na lei para 2015 e isso tem que acontecer. Diretoras são servidores como nós e não podem pedir ao prefeito para descumprir a lei, que ele próprio assinou - disseram integrantes do colegiado, preparando a categoria para deliberação e votação de atos para os próximos dias.
Com carro de som nas ruas, faixas, cartazes, material impresso e divulgação nas redes sociais, o colegiado orientou os servidores, que passassem o resultado da votação para os colegas, conscientizando o maior número possÃvel de adesão ao movimento, inclusive dos pais, que ainda não tem ciência da manifestação das diretoras eleitas em 2013 pela comunidade escolar.
“Se elas não querem cumprir a lei, como trabalham nas unidades? Falam um discurso e praticam outro bem diferente. Que exemplos pregam essas diretoras?â€, perguntaram os sindicalistas com adesão da categoria e de algumas diretoras presentes.
Antes do encerramento, a categoria votou e aprovou paralisação de 24hs, quinta-feira, 5 de novembro, às 8h30min, com ato em frente à prefeitura municipal com possibilidade de acesso ao gabinete do prefeito e à tarde, às 14hs, manifesto contra medidas do governo municipal com foco contrário às eleições para diretoras em 2016, cumprimento do PCCS e do Estatuto dos servidores na Praça da Matriz, Centro. Às 16hs, assembléia no Palácio Barão de Guapi, Centro.
REUNIÃO - Sexta-feira, 30 de outubro, às 14hs, o subsecretário municipal de Educação, Deyvison Silvestre terá agenda com o colegiado. Na pauta, cumprimento do PCCS e do TAC, eleição para diretoras e pagamento dos aportes no contracheque dos servidores.




