Editorial - 23/05/2026 | 20h31m
Divulgações não refletem a obrigatoriedade da lei
O crescente número de páginas nas redes sociais a divulgar registros feitos em órgãos públicos como delegacia de polícia civil, Câmaras Municipais, prefeituras e outros, leva ao leitor de todas as idades e culturas, situações que, direta ou indiretamente, causam comentários negativos e positivos.
Dependendo da exposição, vítimas perdem a identidade e também a ocasião para defesa própria, tendo inclusive, a imagem e o direito de ir e vir comprometido.
Afinal, todas as páginas têm seus autores documentados para, perante a lei, serem responsáveis por tais publicações e suas consequências?
Ainda que a “obrigatoriedade” do curso de Jornalismo não exista a quem redige, expor fatos oficiais sem a devida legalização de uma página conforme a documentação para tal e diante da gravidade e repercussão, o ato de simplesmente “apagar” a postagem é algo, que deve ser analisado, porque consequências muitas vezes, refletem em artigos, frutos de todo tipo de violência possível, sendo verbal ou física.
Divulgação não é somente expor a público um fato, imagens e vídeos, mas também o grau de responsabilização diante da lei para punir e levar o responsável a pagar por tal conduta, expondo o mesmo à consequência de seu ato perante a sociedade.
Caso nada aconteça torna-se complexa tal divulgação, quando principalmente, o autor sai com as mãos abanando e apaga o fruto de sua iniciativa, ficando o outro lado, penalizado socialmente e vítima de tamanha irresponsabilidade e isso numa rede ao alcance individual e coletivo.
Eliete Fonseca
Jornalista Profissional
Registro no Ministério do Trabalho
nº 18.902/RJ – 09/11/1994
